Democracia, Liberdade, Linguagem e Expressões

DEMOCRACIA, LIBERDADE, LINGUAGEM E EXPRESSÕES

Nada caracteriza mais a Democracia do que a capacidade que ela tem de garantir a presença-participação das minorias. Inclusive está na sua gênese a possibilidade de que estas minorias alcancem o poder, assumam o comando das decisões e se tornem também maioria. Por que não? Nada, no entanto, é mais caro à Democracia que a Palavra. O direito à voz, a dizer a sua Palavra, seja quem for, independente da posição social, de quantos anos e aonde estudou, da etnia, da orientação sexual que segue, do local que nasceu, ou da Religião que professa. Existem muitas formas de linguagem para que este direito de se comunicar aconteça. E estas formas carregam consigo e manifestam as mais diversas expressões culturais do ser que fala. “Falar é revolucionário” diz Paulo Freire. É aqui que aparece e que se revela como fenômeno, a pluralidade, repleta de especificidades. É aqui, neste campo fértil, que se manifesta em plenitude, a coletividade, repleta e grávida de individualidades. É neste sacrário, é neste caminho estreito e curvilíneo, íngreme, que se constrói a identidade do Partido dos Trabalhadores – PT – e é este também, aos olhos e aos ouvidos dos “formadores de opinião” o seu maior pecado. O PT é perseguido pela elite herdeira e saudosa da ditadura, em plena Democracia, por ser Democrático. Digo isto porque já tentei imaginar essa nossa Democracia, hoje ainda adolescente, frágil, facilmente manipulada pelos meios de comunicação oficiais, sem o PT, e não consigo salvar o arquivo e enviá-lo para a nova geração. O PT é um campo obrigatório a ser “preenchido”, sobretudo, se entendermos a Democracia como direito das minorias, consequentemente como expressão de todas as liberdades de todos. Impossível não lembrar Bartolomeu De Las Casas. “Todos os Direitos Para Todos”.

Democracia, assim como respeito, fraternidade, perdão e partilha, a gente aprende é em casa. A primeira escola da vida é a casa, a família, ou a comunidade aonde a gente nasce, cresce e se descobre em certo momento como adulto. É o que mais deixa marcas na gente e com o que agente mais se parece. Quando isto não acontece lá, tudo fica muito mais difícil de aprender na vida. No final da campanha do primeiro turno destas eleições de 2014, eu estava numa das muitas comunidades religiosas que visitei entregando material da coligação que represento, encabeçada pelo PT, e só o que vi e ouvi, e registrei, daria um artigo. Quem sabe um livro. Trago apenas um fato corriqueiro, que acontece a todo instante, para ilustrar o raciocínio que desenvolvo aqui. Como sempre fazemos, ficamos do lado de fora, na calçada do templo e, educadamente dizemos: bom dia! Boa tarde! Boa noite! Agardecido! Uma senhora em um “carrão”, ao volante, com seu filho adolescente no banco do passageiro que gentilmente abaixou o vidro escuro e fez sinal de receber o meu material. A mulher “berrou” como se o filho fosse deficiente auditivo, ou como se ele pudesse se contaminar com aquele envelope branco. “Se for de política não pegue! Devolva!”. O moço envergonhado me devolveu o envelope e eu o agradeci. Fiquei imaginando o que ela faria com a professora dele, provavelmente em um colégio particular, se falasse de política para o “filhinho” dela na sala de aula. Talvez ela fizesse como outra mãe fez com uma professora amiga minha que ousou dizer na sala de aula de filosofia, que o ser humano é um ser político. Ela queria que a instituição a demitisse ou do contrário, tiraria o seu filho de lá. Felizmente, para o filho dela, para a instituição, para a educação e para a Democracia, a coordenação do colégio não cedeu. Eu ainda fiquei pesando antes de dormir, enquanto rezava, e se ele lhe perguntar: mamãe, por que eu não posso pegar aquele envelope? O que será que ela vai lhe dizer? Provavelmente, se o Deus que ela ainda conhece, não agir no filho dela, à sua revelia, em breve o mundo terá um ser humano masculino, adulto, à imagem e semelhança da mãe. Preconceituoso, intolerante e alienado, e, por isso mesmo, medroso.

A nossa Democracia é feita de passos. Passos, atitudes e uma “paciência impaciente”, como nos diz Paulo Freire. Como tudo na vida. Uns passos pra frente, outros pra trás, outros em círculos. Como numa ciranda. A nossa democracia, como uma obra em construção, deve muito aos processos eleitorais. Nenhum outro meio criou tantas formas de linguagem, escutou tanto e dialogou com a população quanto o momento eleitoral. Inclusive formando e lançando lideranças novas na sociedade. Talvez, por isso, todos tenham sido demonizados pelos que dizem não gostar de política. Dizem que a gente fala errado, que não sabe falar e que tumultua as eleições.

Dizem que nossas propagandas enfeiam e poluem e atrapalham a cidade. Será? Tudo começou com simples panfletos. Neles gritava uma voz silenciada há muito tempo. Operários/as das fábricas; trabalhadores/as do campo; donas de casa; “biscateiros e outros mais”, como diz tão poética e profeticamente o poeta cearense Zé Vicente em uma de suas canções. Os muros foram feitos telas, onde se tatuava os nomes e os números dos/as candidatos/as. Tudo parecia tranqüilo e bonito. Quando estes nomes, ou estes sem nome, começaram a ser pintados nos muros, aí se tornou crime mesmo. Trabalhador/a só tem o corpo como patrimônio e como instrumento e ferramenta de trabalho. O seu meio de produção, para usar um termo marxista, é o próprio corpo. Por isso, fizemos das camisetas e dos bonés instrumentos de comunicação. Ali escrevíamos pequenos Salmos, escritos com os nossos pés, com o nosso suor, com o nosso sangue, e, tantas vezes, com nossas vidas. Enquanto caminhávamos. Somos os Chico Mendes, os Santos dias, as Margaridas Alves, os Frei Tito de Alencar, as Dulcelina Folador, os índio Galdino, as Dilmas, os Lulas, por isso fazemos de nossas camisetas o nosso livro profético, onde com provérbios e mantras registramos os mártires e os martirizados. Suas dores, seus ais e seus gemidos são também nossos. Mas também denunciamos os que só pensam em matar.

Fizemos logo após, sempre querendo apenas dizer, “Nós existimos”, dos postes da cidade a nossa “Torre de Babel”. Ali erguemos e mostramos nossas utopias. Neles colamos nossas esperanças e nossos sonhos: em placas, banners, onde mostrávamos nossas caras e dizíamos a nossa Palavra-Salmo de libertação. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Geraldo Wandré, entre tantos outros, retratou nossa esperança-vida e caminhou conosco. Fizemos dos tapumes e madeirites que protegem as obras, o adubo de nossa vontade de ser. Ali colávamos, durante as madrugadas, nossas expressões de liberdade. Durante a madrugada porque era o tempo que dispúnhamos. Durante o dia, trabalhador/a, trabalha. Enquanto as fotos e as palavras eram de “gente importante”, tudo parecia certo, mas a partir do momento em que os deserdados da terra começaram a ser vistos neles, pronto, virou poluição, coisa feia e não poderia mais continuar. Chegamos agora à época dos cavaletes. Enquanto eles eram caros e não podiam ser a expressão dos pobres, “tudo era muito lindo, tudo era maravilhoso”, para trazer presente uma música do cearense Belchior. Na medida em que este meio se tornou acessível a todos os candidatos começou-se a campanha difamatória do delinqüente cavalete. Olhos ainda hoje incapazes de enxergar os buracos no asfalto, a falta de vagas nas creches, a falta de calçadas ou a inacessibilidade delas às Pessoas Com Deficiência, durante o ano todo, ou ainda de enxergar os esgotos a céu aberto, viram-se incomodados com os cavaletes durante dois meses, a cada dois anos. Em Curitiba, por exemplo, cidade que me adotou e de onde escrevo este texto, o segundo rio mais poluído entre as capitais, o rio Iguaçu, é praticamente invisível aos olhos da mídia que vê os cavaletes. Isto pra não lembrar o rio Belém, cujo odor, fala mais alto que nossos panfletos, banners, camisetas, bonés e cavaletes juntos. Porém, isto não interessa e nem incomoda à elite. Quem mora às suas margens são os pobres e o odor que ele traz vem do centro da cidade. Mesmo assim, talvez, por isso mesmo, parece não incomodar nem deixar feia a cidade. Exceto quando nem ele mesmo suporta seu fedor e resolve transbordar sua revolta deixando desabrigadas inúmeras famílias, ao primeiro sinal de chuva. Mas os cavaletes, estes sim, são insuportáveis! Não por si mesmos, certamente, mas pelo que eles representam.

Condenados os cavaletes, pois eles se tornaram populares e por isso, ganharam impopularidade, temos a internet. Apesar de contemporânea dos cavaletes, ela parece que seguirá adiante. Até quando, só a deusa-mídia, capaz de conseguir tudo o que quer, sabe. Afinal de contas, foi ela quem demonizou todas as formas de expressão criadas nas eleições; foi ela também quem nos fez vê a todos que, uma pessoa que não fez faculdade não tem condições de governar o Brasil; foi ela quem generosamente nos alertou que pobre tem que obedecer aos ricos e trabalhador tem que trabalhar. Produzir e não se meter em política! É ela quem tenta nos convencer a todo instante, que mulher só precisa ter bunda. É ela quem está alertando o Brasil e seu povo para a inflação, que apesar de ser hoje a menor dos últimos vinte anos, é uma ameaça à Democracia; igualmente é a deusa-mídia e seus poderes nada ocultos, quem está convencendo a todos/as que o desemprego pode voltar, mesmo o Brasil vivendo o pleno emprego; mesmo o Brasil estando entre as quinze nações que erradicaram a miséria nestes últimos doze anos. A quem eles vão fazer “caridade?” como dizia Lula em 2002, “quando o povo está com a barriga cheia, ele quer outras coisas;” é graças à deusa-mídia que, apesar de hoje termos juros 11%, em 2002 eles eram de 26%, é uma ameaça à estabilidade do país. É graças a ela também e ao seu gesto de “bondade” que a inclusão digital não avança. Já pensaram? Não basta os pobres ter comida, emprego e moradia, poder fazer faculdade, agora todo mundo poder acessar a internet livremente? É o fim! Portanto, dificilmente veremos avanços na internet, sem fio nas escolas públicas, nas comunidades e nas casas, por que não?

Os que hoje dizem que salário mínimo está muito alto são os mesmos que diziam ha doze anos, que, na sociedade moderna, é impossível garantir emprego para todos. Com o fim dos cavaletes, como aquele que vicariamente assume o ônus de dá voz e existência a todos os segmentos, pelo menos nas eleições, resta-nos a internet. Não é por acaso que o submundo da política, com sua patológica ideologia de dominação, semeiam esta campanha de ódio contra o PT. Dizem claramente que o PT é o “culpado” pelas ruas cheias de carros; pelos aeroportos superlotados; pelas universidades cheias de pobres e seus filhos igualmente pobres, estudando; pelo Brasil está se descobrindo como um Povo Brasileiro, como assim o chama apaixonadamente Darcy Ribeiro; pelo Estado brasileiro está se desenvolvendo e se consolidando, democrática e socialmente, como o sonharam e o quiseram Getúlio e Juscelino. Se for isto mesmo, trago aqui presente Santo Agostinho, parafraseando-o: “Bendita Culpa” esta do PT que, enfrentando a globalização da indiferença, marca dos governos neoliberais, discriminadores, homofobos, ideologicamente corruptos, não suportam que os pobres tenham vida em abundância.

Os cavaletes, assim como todos os outros meios inventados de divulgação das eleições, são importantes fontes de denúncia. Afinal, existe forma mais prática de mostrar o abuso do poder econômico do que a inflação de cavaletes do mesmo candidato em toda a cidade? Enche os olhos e chama a atenção. Igualmente, existe melhor forma de fazer chegar aos olhos da sociedade, a voz e a cara de alguém que jamais pôde ser visto? É isto o que incomoda e desperta a atenção. A nossa elite, bem representada pela deusa-mídia, não quer apenas ganhar muito. Quer ganhar tudo! Ela não suporta o fato de os pobres poderem recolher mesmo que sejam as migalhas que caem de suas mesas-palanques. Somente os cavaletes tem sido capazes de mostrar os rostos de candidatos anônimos, que aparecem atrevidamente se misturando com “gente importante”. São eles que mostram os rostos dos negros e das mulheres pobres; das mães que perderam seus filhos para a violência institucionalizada; 50% dos homicídios do país são contra jovem entre 18 e 29 anos e 75% deles são negros; é por isso que a deusa-mídia faz questão de apoiar os candidatos a bestas, se não bestas já feitas, que têm como bandeira de campanha a redução da maioridade penal. Afinal de contas, 8% dos crimes são cometidos por estes jovens e adolescentes que, como dizem, “Já nasceram maus e para eles só mesmo a pena de morte. Se já podem matar, também podem ser presos ou mortos”, dizem. Assim como no caso da inflação, dos juros e do desemprego e da corrupção, eles convencem, inclusive muita gente boa e ingênua. E o pior é que, desgraçadamente, convencem grande parte da sociedade.

Quando a sociedade descuida da educação para a liberdade e de educar para a construção de consciência crítica, a mídia se encarrega de fazer as pessoas odiarem os oprimidos, culpabilizando-os por sua sorte e pela sorte do país, e idolatrar os opressores. Estes crimes tão bem executados e que exterminam jovens pobres e negros das periferias, parecem não deixar feia a cidade nem a sociedade. São os cavaletes que, numa linguagem codificada, mas simples e direta, denunciam a globalização da indiferença. A desfaçatez de um sistema excludente e sem alma que aplica o vale tudo para não perder espaço. Ninguém revela melhor estas realidades ocultadas pelo poder como forma de dominação, que o processo eleitoral. De uma forma ou de outra ele acaba nos mostrando como, a compra de votos é generalizada e alimenta a conservação das estruturas de opressão. O horário eleitoral gratuito, um espaço mal utilizado, é verdade, na maioria das vezes, também é verdade, sofre igual perseguição. É a “Geni” da vez. Todos jogam pedra e o amaldiçoam. Porém, pouco se questiona as bestialidades no restante do tempo da programação. Por que será? A diferença entre a genialidade e a mediocridade é que a primeira parece ter limite. É a mediocridade, por sua vez, movida pela ganância, que propõe até o fim da Voz do Brasil. Dada as representações da deusa-máfia-mídia no Congresso Nacional e os seus investimentos via financiamento de campanha, não será surpresa se isto acontecer nos próximos anos.

A consequência direta de tudo isto é o cada vez mais frequente e intenso questionamento feito aos partidos políticos. A demonização dos partidos quer, na verdade, enfraquecer a democracia, reduzindo a importância de votar. Além de negar às minorias, o seu papel vital de legitimar a Democracia. Sem o direito à voz das minorias, teremos apenas caricatura de Democracia, se não ditadura disfarçada. No que pese a necessidade e urgência de uma reforma política. Bandeira do PT há pelo menos dez anos. Os partidos são os grandes recebedores de ataques daqueles que agem como se encontrar culpados fosse encontrar a solução. Os partidos são tidos como os grandes culpados pelas desgraças que, pouco a pouco, vão matando o encanto do povo com a Democracia. Recebem críticas e ameaças como se eles fizessem os homens e mulheres que os dirigem e não o contrário. Com as raríssimas e honrosas exceções de sempre. O abuso do poder econômico faz dos grandes partidos, que não têm dirigentes, mas têm donos, empresários do voto, um mercado clandestino. E por consequência faz dos pequenos partidos, mercadorias clandestinas, vendidas no submundo do mercado do crime. Estes “empresários” são os dirigentes destes partidos que, descaradamente esbravejam contra a corrupção.

É impressionante a solidão das Ruas na Segunda Feira após as eleições. As vias ficam largas, frias, mudas e sem graça. É como uma visita duradora de alguém que mora longe vai embora. Até a próxima, daqui a dois anos. O que será que tanto incomoda a sociedade? Será que são apenas os cavaletes ou o que eles revelam, representam e denunciam? O poder econômico e a inclusão de novos atores no cenário político? Ontem eu vinha no carro, ouvindo o rádio e a voz de um dos principais jornalistas do país, no rádio e na televisão, que criticava duramente os candidatos e os partidos. Criticava o povo pela pouca participação. Reclamava da sujeira nas ruas, da propaganda eleitoral e da alienação dos eleitores. Concluiu sua crítica dizendo: “Ontem eu exerci meu dever cívico com o país. Podei uma árvore no meu quintal, fato que me deixou orgulhoso”. Trata-se de uma das emissoras mais conceituadas, tida como das menos imparciais no famigerado submundo da mídia brasileira. É uma contradição que denuncie as causas e os assuntos de nossa realidade, onde o ódio de classe é pregado como religião. Pelo tom sarcástico da voz ele estava dizendo, “Tô nem aí, to nem aí”, como diz uma música de nosso tempo. Todavia, isto não é motivo de surpresa para nós. Eis aí a nossa mídia e os nossos meios de comunicação. O que costuma chamar de programa jornalístico, mais parece um programa de humor. E de humor de péssimo gosto, diga-se de passagem. Este mesmo “jornalista”, neste mesmo “programa jornalístico”, deixou no ar sua possível concordância com a barbaridade que estão fazendo e que promete ser o tom do submundo da comunicação política neste segundo turno. O de que existe outro “culpado” pela culpa do PT. Os ignorantes e miseráveis Nordestinos que vendem o seu voto pelo “Bolsa Família”. É uma pena, é lamentável que este crime premeditado e confesso aconteça, seja divulgado e de certa forma aceito. É a realização na prática daquilo que prega a pedagogia de Paulo Freire: “os oprimidos falando”, mas não a sua palavra, mas a palavra do opressor. É o oprimido “pensando”, mas não com a sua cabeça, mas com a cabeça do seu opressor.

Vivemos por tudo isto um momento importante para discutirmos o que é ignorância, sobretudo, e de forma especial, entendermos a diferença entre ignorância, maldade e preconceito. O que leva um ex-presidente, mesmo sabidamente boçal e dono de uma das maiores rejeições do país, a chamar os Nordestinos de ignorantes e desinformados? Minha mãe diria: “é a falta de Deus no coração, meu filho”, certamente mamãe, mas tem mais. O pior é o que ou quem ocupa esse lugar. São estes os demônios de que a bíblia fala. Sempre uma “liderança” política ou religiosa, quando não uma instituição e que semeia discórdia, maldade e ódio. Não bastasse a desgraça que causou ao país, vendendo ou dando o Estado brasileiro, construído com o suor de gerações, não suporta na sua mediocridade vê o país sendo reconstruído sob a sabedoria e a lucidez de um Nordestino. E, como a história pode comprovar para cada demônio surge uma legião de seguidores. Neste caso, não é ignorância, não é ingenuidade, mas xenofobia, ódio de classe e idiotice mesmo. Assim fica, não mais fácil, porque é difícil entender a campanha de ódio contra o PT nas redes sociais nestas e noutras eleições. Ela tem mentores intelectuais, gurus que não apenas a instigam, mas a alimentam. O Brasil, no entanto, é maior que tudo isto. Tem demonstrado frequentemente que sabe “se levantar, sacudir a poeira e dá a volta por cima”, para trazer presente outra música de nosso país. Mostrou isto quando teve que renascer das cinzas, depois da privataria, do desemprego e da escola de corrupção tucana.

Curitiba, 08 de Outubro de 2014 – Quarta Feira.
João Santiago. Teólogo, Poeta e Militante.
É Nordestino do Ceará e PetisTa.
Mestre em Teologia e Educador Popular.
Autor do livro: “Gamela de Pedra” entre outros.
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